As pessoas dormem
Seus sonhos se esvaem pelas janelas
Elas esperam pelo final
Da hora do dia da semana do mês do ano
Pra aliviar cansaço e dor
Triste é pensar que o mundo não espera
que as coisas são findas
Voláteis, dispersas
Só posso concluir que felicidade
É realmente
A ausência de percepção de que as coisas um dia acabam
Minha mente lucida volta-se sempre para o tempo
Nela a mudança é rápida
Um sopro
E o tempo pra mudar já se foi.
Mas, temerosa, sente que talvez
Se o tempo passasse mais rápido a vida seria nada
Vã como a tarde de um dia ensolarado de domingo
Vil como a noite e o cansaço
Perversa como os desejos de uma mente febril
E abstrata como os corpos em movimento
Numa noite enluarada
E o pensamento relevado
Naquele momento específico em que os corpos falam
Ah, se eu pudesse descrever,
capturar de alguma forma
O momento em que os corpos falam
a mente abre mão de governar
E a poesia social espalha-se em música
Uma melodia escrita no vento
Por uma menina - Poesia -,
De vestido azul e varinha
Que a faz rodopiar
Por entre corpo e mente
Na profunda escuridão da noite boemia
Muitas vezes chove naquela terra de ninguém. Chuva, tempestade, tormenta, raio, trovão. O povo se esconde, dentro das casas de pedra, e se põe a pensar. E como a tempestade nunca termina, o povo nunca para de pensar. E pensa. E os vizinhos daquela terra de ninguém não sabem que os pingos da chuva são idéias, e a terra fértil é a própria consciência.
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segunda-feira, 2 de junho de 2014
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